- por Marcos Gimenez
- on 02/04/2025
Enquanto EUA e Rússia negociam acordos bilaterais, europeus enfrentam resistência de aliados para enviar tropas e garantir futuro pacto
Em meio às negociações de cessar-fogo entre EUA e Rússia, a proposta da França e do Reino Unido de enviar uma “força de garantia” à Ucrânia esbarra na falta de apoio de parceiros da OTAN. Hungria, Eslováquia e Itália já sinalizaram oposição, enquanto Putin avisa: “Soldados ocidentais em Kiev serão tratados como invasores”.
1. O Divórcio Europeu
França e Reino Unido lideram iniciativa para proteger a Ucrânia pós-acordo, mas:
Hungria e Eslováquia recusam-se a enviar até “um cozinheiro”.
Alemanha prefere enviar armas, não tropas.
Itália alega: “Isso só escalaria o conflito”.
Dados: Apenas 3 dos 31 membros da OTAN apoiam a missão abertamente.
2. O Jogo de Trump e Putin
EUA: Negociam diretamente com Moscou um cessar-fogo de 30 dias, ignorando a OTAN.
Rússia: Aproveita a divisão europeia para exigir neutralidade ucraniana.
Ucrânia: Zelensky resiste a acordos que excluam a presença ocidental.
3. O Risco da “PAZ FRACA”
Sem tropas europeias, um acordo pode:
Deixar Kiev vulnerável a novas invasões.
Encorajar Putin a exigir mais territórios.
Enfraquecer a UE como ator global.
METÁFORA-CHAVE
“Macron e Starmer são como dois bombeiros chegando com um balde d’água num incêndio florestal,enquanto o resto da brigada discute se o fogo é problema deles.”
Conclusão
A disputa pela Ucrânia tornou-se um teste para a Europa:
Se a França e o Reino Unido falharem em consolidar apoio, a OTAN pode ver sua credibilidade ruir.
Se Trump fechar um acordo sem a UE, o continente perderá influência no Leste Europeu.
E se Putin vencer no cansaço, a mensagem será clara: “A divisão Ocidental é minha maior arma”.
Para Debater
A Europa deve agir mesmo sem consenso?
Ou a busca por unanimidade é sua ruína?
Imagem Destacada: Emmanuel Macron pediu a Moscou que interrompesse seus “atos de violência” após as negociações de cessar-fogo com Volodymyr Zelensky da Ucrânia. (Foto da AP)