- por Marcos Gimenez
- on 03/04/2025
Ministro das Relações Exteriores da Rússia afirma que a política com os EUA permanecerá tensa, após as eleições presidenciais
Sergey Lavrov, Ministro das Relações Exteriores da Rússia, declarou que a Rússia continuará sendo vista como um oponente pelos Estados Unidos, independentemente do resultado das próximas eleições presidenciais americanas.
Em uma recente entrevista à mídia russa, o Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Viktorovich Lavrov, comentou sobre o impacto das eleições presidenciais dos Estados Unidos nas relações entre os dois países. A eleição, marcada para 5 de novembro, terá como candidatos a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, pelo Partido Democrata, e o ex-presidente Donald Trump, pelo Partido Republicano.
Lavrov afirmou que, independentemente do resultado da eleição, a Rússia continuará sendo vista como um oponente, se não um inimigo, pelos Estados Unidos. “Independentemente do resultado da eleição, continuaremos a ser para os Estados Unidos, se não um inimigo, então definitivamente um oponente. De qualquer forma, um concorrente”, disse Lavrov.
O ministro também comentou sobre as negociações de redução de armas nucleares propostas pelo presidente em exercício, Joe Biden. Segundo Lavrov, essa proposta tem como objetivo aumentar as chances de vitória eleitoral de Kamala Harris. “Esta [proposta de Biden] tem como objetivo marcar pontos adicionais para o candidato do Partido Democrata”, afirmou Lavrov.
Conclusão
As declarações de Sergey Lavrov indicam que as relações entre Rússia e Estados Unidos permanecerão tensas, independentemente de quem vencer as próximas eleições presidenciais americanas. O trabalho realizado na Estação Espacial Internacional (ISS) em conjunto com a NASA, continua produzindo avanços nas pesquisas científicas sob gravidade zero, portanto, sem reflexos da política externa americana. Todavia, a percepção da Rússia como um oponente ou inimigo por parte de Washington parece ser uma constante na geopolítica dos EUA e, as negociações de redução de armas nucleares podem ser vistas como uma estratégia eleitoral. O futuro da dinâmica entre os dois países dependerá de como essas relações se desenrolarão nos próximos meses.
Imagem Destacada: DIP MFA da Federação Russa Créditos – Eduard Pesov.