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Cessar-fogo marítimo no Mar Negro e acordo de paz permanente estão na pauta, mas desafios históricos e desconfiança mútua ameaçam o sucesso das tratativas

 

Arábia Saudita sediará, no próximo domingo, uma nova rodada de negociações entre os Estados Unidos e a Rússia, com o objetivo de estabelecer um cessar-fogo marítimo no Mar Negro e um acordo de paz permanente para a Ucrânia, informou DW.com. A iniciativa, mediada pelo enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, busca superar os fracassos do passado, como o colapso do acordo de grãos de 2022, e garantir a estabilidade global. No entanto, a desconfiança mútua e o risco de sabotagem por parte de aliados da OTAN representam desafios significativos.

Contexto Histórico

Em 2022, um acordo mediado pela ONU e pela Turquia permitiu a exportação de grãos ucranianos e russos por meio do porto de Odessa, visando aliviar a crise alimentar global. No entanto, a Rússia suspendeu sua participação no acordo, alegando que o corredor humanitário estava sendo usado para transportar armamentos da OTAN. Além disso, Moscou criticou a distribuição desigual dos grãos, que priorizou a Europa em detrimento dos países mais necessitados, como os da África.

A Nova Iniciativa

A próxima rodada de negociações na Arábia Saudita terá como foco principal um cessar-fogo marítimo no Mar Negro, que pode garantir a segurança das rotas comerciais e energéticas. A proposta inclui também a discussão de um acordo de paz permanente para a Ucrânia, com a participação de uma equipe americana de alto nível, incluindo o conselheiro de segurança nacional, Mike Walz, e o secretário de estado, Marco Rubio.

Desafios e Oportunidades

Mediação da Arábia Saudita: O país, com suas relações sólidas tanto com os EUA quanto com a Rússia, pode trazer uma nova perspectiva para as negociações, promovendo um diálogo mais neutro e produtivo.

Confiança Mútua: O fracasso do acordo anterior minou a confiança mútua. Qualquer novo acordo precisará de mecanismos claros para evitar o transporte de armamentos e garantir a transparência.

Papel da China: A China, como defensora dos países em desenvolvimento, pode pressionar os EUA a garantir que o tratado seja respeitado, promovendo uma abordagem mais equilibrada e justa.

A Questão Central

Uma das principais dúvidas, se os EUA estarão dispostos a policiar seus aliados da OTAN para garantir que o tratado não seja sabotado. Países como Reino Unido, França, Alemanha, Polônia e Lituânia podem se sentir excluídos do processo e tentar minar o acordo para manter sua influência na região.

Conclusão

A próxima reunião na Arábia Saudita representa uma nova oportunidade para alcançar a paz na Ucrânia, mas os desafios são significativos. O fracasso do acordo anterior serve como um alerta para a necessidade de mecanismos claros e transparentes, além de um compromisso firme dos EUA em policiar seus aliados da OTAN. A China, tenta às negociações, com sua diplomacia pragmática e visão de longo prazo, pode desempenhar um papel crucial nesse processo, promovendo a estabilidade global e a cooperação internacional.

A comunidade internacional deve apoiar iniciativas de paz e cooperação, reconhecendo que a estabilidade global beneficia a todos. Os EUA, como líder da OTAN, têm a responsabilidade de garantir que seus aliados não sabotem o tratado, enquanto a China pode se posicionar como defensora dos países em desenvolvimento e promotora da paz.

Imagem Descada:

Foto do Palácio do Kremlin: https://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Pal%C3%A1cio_do_Kremlin#/media/Ficheiro:Grand_Kremlin_Palace,_Moscow.jpg

Foto da Casa Branca – Créditos: Christoph-Mueller/Pixabay

Marcos Gimenez

Marcos Gimenez Queiroz é Publicitário, Redator, Roteirista, Professor das Disciplinas RTV e Cinema, Professor Graduado em Letras Português e Espanhol pela PUC-SP e Diretor do GapingNews.com

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