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Arqueólogos encontram anel de ouro com nome do faraó e artefatos militares em tumba de possível líder do exército egípcio

 

Segundo o Live Science, uma equipe de arqueólogos descobriu um túmulo de 3.200 anos no sítio de Tell el-Maschuta, no nordeste do Egito, que pode pertencer a um comandante militar que serviu sob o faraó Ramsés III. Entre os achados estão um anel de ouro com o nome do faraó, pontas de flechas de bronze e vasos de cerâmica com inscrições que mencionam Horemheb, um antigo líder militar que se tornou faraó. A descoberta promete revelar novos detalhes sobre a organização militar e as práticas funerárias da 20ª dinastia egípcia.

O túmulo, construído com tijolos de barro, foi encontrado em Tell el-Maschuta, uma região estratégica no delta do Nilo. Ele consiste em uma câmara funerária principal e três câmaras adjacentes, indicando que o indivíduo enterrado tinha um status social elevado. Dentro do túmulo, os arqueólogos descobriram um anel de ouro com o nome de Ramsés III, sugerindo uma conexão direta com o faraó. Além disso, foram encontradas pontas de flechas de bronze, reforçando a teoria de que o ocupante do túmulo era um comandante militar.

Outros artefatos incluem uma caixa de marfim e vasos de cerâmica com inscrições que mencionam Horemheb, um faraó que reinou antes de Ramsés III e que também foi um líder militar antes de ascender ao trono. A presença dessas inscrições levanta questões sobre a reutilização de artefatos de enterros mais antigos ou possíveis conexões históricas entre os dois períodos.

Ramsés III, que governou o Egito por volta de 1184 a 1153 a.C., é conhecido por seu reinado turbulento, marcado por conflitos como a invasão dos “Povos do Mar” e sua morte violenta em uma conspiração palaciana. A descoberta deste túmulo pode fornecer novas informações sobre como o exército egípcio era organizado e como os líderes militares eram homenageados após a morte.

Pontas de flechas de bronze encontradas na tumba egípcia de um possível comandante militar.(Crédito da imagem: Cortesia do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito)

Reações dos Especialistas

Anthony Spalinger (Universidade de Auckland, Nova Zelândia):
Destacou que são necessárias mais informações sobre as inscrições para entender melhor o contexto e a identidade do indivíduo enterrado.

David Warburton (Northeast Normal University, China):
Concordou que mais dados são necessários e questionou se o túmulo realmente pertence a um comandante militar. Ele ressaltou que as inscrições são cruciais, pois poderiam revelar os títulos do indivíduo, mas, como não viu nenhum título específico, não pode confirmar a hipótese.

Aidan Dodson (Universidade de Bristol, Reino Unido):
Sugeriu que o túmulo pode ter sido originalmente construído durante o reinado de Horemheb e depois reutilizado em diferentes períodos, incluindo o reinado de Ramsés III e até a 22ª Dinastia. Ele baseou essa teoria nos artefatos encontrados, que indicam múltiplas ocupações ao longo do tempo.

Resumo 
Os especialistas concordam que as inscrições e os títulos são fundamentais para confirmar a identidade e o cargo do indivíduo enterrado. Enquanto alguns veem indícios de um comandante militar, outros sugerem que o túmulo pode ter sido reutilizado em diferentes épocas, o que complica a interpretação dos achados. Mais estudos são necessários para esclarecer essas questões

A descoberta gerou reações mistas entre especialistas. Enquanto alguns veem evidências claras de um comandante militar de alto escalão, outros destacam a necessidade de mais estudos para confirmar a identidade exata do indivíduo enterrado. A menção de Horemheb nas inscrições também é um ponto de debate, pois pode indicar práticas de reutilização de artefatos ou uma conexão histórica ainda não totalmente compreendida.

Conclusão

A descoberta do túmulo de um possível comandante militar que serviu sob Ramsés III é um marco importante para a egiptologia. Além de revelar detalhes sobre a vida e a morte de um líder militar, o achado pode ajudar a preencher lacunas no entendimento da 20ª dinastia egípcia, especialmente em relação à organização militar e às práticas funerárias da elite. Enquanto os arqueólogos continuam a estudar os artefatos e inscrições, o túmulo promete desvendar novos segredos sobre um dos períodos mais fascinantes da história do Egito Antigo.

Imagem Destacada: O túmulo de 3.200 anos de um homem que pode ter sido um comandante militar no antigo Egito. (Crédito da imagem: Cortesia do Ministério Egípcio de Turismo e Antiguidades)

Marcos Gimenez

Marcos Gimenez Queiroz é Publicitário, Redator, Roteirista, Professor das Disciplinas RTV e Cinema, Professor Graduado em Letras Português e Espanhol pela PUC-SP e Diretor do GapingNews.com

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