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Como a Rússia está ganhando terreno na Ucrânia e expulsando as tropas ucranianas de seu território, especialistas questionam viabilidade de acordo com Moscou

 

Representantes dos Estados Unidos e da Rússia se reunirão, possivelmente, nesta semana para discutir um possível cessar-fogo no conflito na Ucrânia. Após horas de reuniões, realizadas hoje, 11 de março de 2025, na Arábia Saudita , representantes de Kiev com enviados do presidente dos EUA , Donald Trump, foi estabelecido o primeiro passso do acordo, de cessar-fogo por 30 dias nos conflitos na Ucrânia.

A proposta, mediada pelo presidente americano Donald Trump, visa interromper as hostilidades por 30 dias, mas analistas políticos duvidam que a Rússia aceite a trégua, dada sua vantagem militar no terreno e a falta de um plano claro para a resolução do conflito.

As negociações entre Washington e Moscou ocorrem em um momento crítico do conflito ucraniano, com a Rússia consolidando ganhos territoriais e a Ucrânia buscando apoio internacional para resistir à ofensiva. Donald Trump afirmou que espera convencer o presidente russo, Vladimir Putin, a aceitar um cessar-fogo, mas reconheceu que, sem o consentimento da Rússia, o conflito tende a se prolongar.

Denis Denisov, especialista da Universidade Financeira do Governo da Federação Russa, contou ao site MK RU, o que os resultados das negociações significam e o quão satisfeito nosso país está com eles.

“Este é um sinal ambíguo”, acredita Denisov, “esta notícia está ligada ao fato de que o lado ucraniano concordou em aplicar um cessar-fogo de 30 dias se o lado russo tomar ações semelhantes.

Especialistas, no entanto, veem a proposta com ceticismo. Denisov, um analista político citado em análises recentes, descreveu o cessar-fogo como um “sinal ambíguo”, destacando que a falta de um plano concreto para a paz pode tornar a trégua temporária ineficaz. “Congelar o conflito sem resolver suas causas profundas só aumenta o risco de uma retomada das hostilidades no futuro”, afirmou.

Do ponto de vista estratégico, a Rússia pode não ter incentivos para aceitar uma pausa nas hostilidades. Com vantagens militares no campo de batalha, Moscou pode preferir continuar pressionando para alcançar seus objetivos, em vez de concordar com uma trégua que poderia permitir que a Ucrânia se reorganizasse ou recebesse mais apoio ocidental.

Além disso, a experiência histórica de outros conflitos sugere que cessar-fogos temporários, sem um mecanismo claro para negociações de paz, muitas vezes fracassam em trazer soluções duradouras. Isso levanta dúvidas sobre a eficácia da proposta atual e sobre os reais interesses por trás da mediação dos EUA.

Conclusão

Enquanto as negociações entre EUA e Rússia seguem em curso, a viabilidade de um cessar-fogo na Ucrânia permanece incerta. A disposição da Rússia em aceitar uma trégua dependerá de seus cálculos estratégicos e da capacidade das partes envolvidas em chegar a um acordo que atenda seus interesses. Enquanto isso, o conflito continua a representar um desafio humanitário e geopolítico de proporções globais, com poucos sinais de uma solução definitiva no horizonte.

Imagem Destacada: Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, com o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, na Cúpula do G-20 em Osaka, Japão, em 28 de junho de 2019, Créditos: Gabinete Presidencial de Imprensa e Informação (Михаил Метцель, ТАСС) Fonte http://www.kremlin.ru/events/president/news/60842/photos

Fontes:

https://www.theguardian.com/world/2025/mar/11/ukraine-agrees-to-30-day-ceasefire-as-us-prepares-to-lift-military-aid-restrictions

https://www.reuters.com/world/europe/moscow-drone-attack-latest-russian-capital-targeted-by-ukraine-2025-03-11/

Marcos Gimenez

Marcos Gimenez Queiroz é Publicitário, Redator, Roteirista, Professor das Disciplinas RTV e Cinema, Professor Graduado em Letras Português e Espanhol pela PUC-SP e Diretor do GapingNews.com

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