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Presidente ucraniano enfrenta pressão de Trump por terras raras enquanto busca adesão à UE: especialistas veem risco de isolamento geopolítico

 

Em meio a tensões com os EUA, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy tenta renegociar um polêmico acordo sobre exploração de terras raras (recursos estratégicos avaliados em US$ 500 bilhões). A resistência de Kiev, entretanto, esbarra em ameaças diretas de Donald Trump, que condiciona apoio militar à concessão dos minerais. Enquanto isso, a Rússia avança em negociações paralelas com Washington, deixando a Ucrânia em uma encruzilhada: ceder recursos ou arriscar-se a uma paz forçada sob termos desfavoráveis.

1. O Acordo que Dividiu EUA e Ucrânia

O rascunho do acordo, previsto para ser assinado em fevereiro de 2025, daria aos EUA acesso a petróleo, gás e terras raras ucranianas através de um fundo conjunto, com divisão de lucros. Trump, no entanto, inseriu cláusulas não discutidas previamente, incluindo:

Restrições à adesão da Ucrânia à UE;

Veto implícito à entrada na OTAN;

Controle americano sobre infraestrutura energética.

“Não aceitaremos nada que nos enfraqueça”, afirmou o chanceler Andrii Sybiha, em resposta às exigências.

2. A Retórica de Trump: Grandes Problemas

Em discurso no Air Force One, o presidente americano acusou Zelenskyy de “querer renegociar após o combinado” e ameaçou cortar assistência militar. Analistas veem uma tática de pressão:

JD Vance, vice-presidente dos EUA, já chamou Kiev de “ingrata” por questionar os termos:

O Congresso americano congelou US$ 60 bilhões em ajuda, citando “falta de reciprocidade”.

3. A Jogada da Rússia

Enquanto EUA e Ucrânia brigam, Moscou sonda Washington para um acordo paralelo sobre terras raras. O enviado de Putin, Kirill Dmitriev, afirmou ao Izvestia:

“A Rússia está aberta a cooperar com os EUA em minerais estratégicos”, um recado claro de que Putin pode ser o beneficiário do impasse.

4. Consequências para a Ucrânia

Cenário 1: Zelenskyy cede e perde apoio interno (militares já protestam contra “venda do país”);

Cenário 2: Recusa o acordo e enfrenta escassez de armas em 2026, com a Rússia retomando ofensivas;

Cenário 3: Europa tenta cobrir o vácuo, mas França e Alemanha não têm capacidade logística.

CONCLUSÃO

A estratégia de Zelenskyy, equilibrar soberania e sobrevivência, revela-se insustentável diante da realpolitik de Trump e da astúcia de Putin. Se Kiev não articular uma saída diplomática com a UE ou diversificar aliados (ex.: Índia, China), pode terminar o ano sem território, sem recursos e sem apoio. A crise expõe o dilema maior: em guerras prolongadas, até os heróis viram peões.

Imagem Destacada: Foto extraída do vídeo do encontro, na Casa Branca – USA, entre os presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e dos Estados Unidos, Donald Trump, em 28 de fevereiro de 2025.

Fonte: https://www.politico.eu/article/trump-promises-big-problems-for-zelenskyy-who-wants-to-back-out-of-the-mineral-deal/

Marcos Gimenez

Marcos Gimenez Queiroz é Publicitário, Redator, Roteirista, Professor das Disciplinas RTV e Cinema, Professor Graduado em Letras Português e Espanhol pela PUC-SP e Diretor do GapingNews.com

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